Escalas clínicas · Dor crônica

Critérios ACR 2010/2016 para fibromialgia

Calcule o Índice de Dor Generalizada (WPI) e a Escala de Gravidade de Sintomas (SSS), veja se os critérios de 2016 e de 2010 são atendidos e exporte a ficha em PDF ou CSV.

Wolfe et al., 2010, 2011 e 2016 · FSQ-Brasil: Daltrozo et al., 2020 · diretrizes brasileiras: Heymann et al., 2017

Identificação

Preenchido pelo profissional. Nenhum dado sai deste computador.

1. Índice de Dor Generalizada (WPI)

Marque as áreas onde o paciente sentiu dor na última semana. Cada área vale 1 ponto (0 a 19). Não é preciso palpar.

Região superior esquerda
Região superior direita
Região inferior esquerda
Região inferior direita
Região axial

* Soma no WPI, mas não define a região na regra de dor generalizada de 2016.

2. Escala de Gravidade de Sintomas (SSS)

Parte A: gravidade na última semana, de 0 a 3.

Fadiga (cansaço)
Acordar cansado (sono não reparador)
Sintomas cognitivos (memória, concentração, raciocínio)

Parte B: o paciente teve algum destes sintomas nos últimos 6 meses? Cada "sim" vale 1 ponto.

Dor de cabeça
Dor ou cólica no baixo ventre
Depressão

3. Duração e contexto

Sintomas em nível semelhante há pelo menos 3 meses
Existe outra condição que explique melhor a dor

Como interpretar. Regra 2016: WPI 7 ou mais com SSS 5 ou mais, ou WPI 4 a 6 com SSS 9 ou mais; dor em pelo menos 4 das 5 regiões; sintomas há pelo menos 3 meses. Regra 2010/2011: WPI 3 a 6 já basta com SSS 9 ou mais, não exige as 4 regiões e pede que nenhuma outra condição explique melhor a dor. A Sociedade Brasileira de Reumatologia recomenda os critérios de 2010 (Heymann et al., 2017); a ficha calcula as duas regras. Atender ou não aos critérios pode oscilar entre avaliações: para acompanhar o mesmo paciente, a soma WPI + SSS (0 a 31) mostra melhor a evolução. Na versão autoaplicada brasileira, a sensibilidade foi de cerca de 67% e a especificidade de 88% frente ao reumatologista (Daltrozo et al., 2020).

Triagem e acompanhamento: atender aos critérios indica quadro compatível com fibromialgia, e a confirmação diagnóstica é médica. Não substitui a avaliação presencial de um fisioterapeuta.

Referências. Wolfe F et al. The American College of Rheumatology preliminary diagnostic criteria for fibromyalgia and measurement of symptom severity. Arthritis Care Res. 2010;62(5):600-10. · Wolfe F et al. Fibromyalgia criteria and severity scales for clinical and epidemiological studies. J Rheumatol. 2011;38(6):1113-22. · Wolfe F et al. 2016 Revisions to the 2010/2011 fibromyalgia diagnostic criteria. Semin Arthritis Rheum. 2016;46(3):319-29. · Daltrozo JB, Paupitz JA, Neves FS. Validity of fibromyalgia survey questionnaire (2016) assessed by telephone interview and cross-cultural adaptation to Brazilian Portuguese language. Adv Rheumatol. 2020;60:37. · Heymann RE et al. Novas diretrizes para o diagnóstico da fibromialgia. Rev Bras Reumatol. 2017;57(Supl 2):S467-76.

Todos os cálculos acontecem no seu navegador. Nenhum dado de paciente é enviado ou armazenado.

As ferramentas apoiam a decisão clínica e não substituem a avaliação de um profissional.

© FisioCerto - 2026 - Todos os direitos reservados